O CAMINHO DA FELICIDADE


Salmo 1

Introdução

            Você realmente deseja ser feliz? A felicidade depende das escolhas que cada pessoa faz em sua vida. As circunstâncias externas podem até influenciar nossa vida, mas não podem determinar a minha infelicidade. Ninguém pode dizer que é infeliz por causa de outra pessoa. Portanto, o que você faria se soubesse qual é o caminho da felicidade? Certamente, a sua resposta seria “seguir por ele”.

            O Salmo 1 apresenta dois caminhos. Um é o caminho da infelicidade e da morte. O outro é o caminho da felicidade e da vida. Vejamos como cada um deles é descrito.

 

Tema: O Segredo da Verdadeira Felicidade

 

I. Os Dois Caminhos São Apresentados (1,2)

 

            1. Fugir do Caminho da Impiedade Significa: Não:

                        a) “Andar no Conselho dos Ímpios” – O justo não dá ouvidos aos                                 conselhos dos ímpios. Os conselhos dos ímpios são corrompidos por                                  sua natureza pecaminosa, e levam ao erro.

                        b) “Deter-se no Caminho dos Pecadores” – O justo não imita as                                    atitudes dos ímpios. Se o justo não der ouvidos aos conselhos                                           dos ímpios, também não imitará suas atitudes pecaminosas.

                        c) “Assentar-se na Roda dos Escarnecedores” – O justo não tem                                  comunhão os ímpios, que vivem a escarnecer de Deus, isto é, ele não freqüenta os mesmos lugares que trazem influência negativa                                        para a sua vida.

            2. Buscar o Caminho da Felicidade Significa: “Antes”:

                        a) “O Seu Prazer está na Lei do Senhor” – O prazer do justo não está                           nas coisas dos ímpios. Pelo contrário, seu deleite, prazer e alegria estão na Lei do Senhor. A Lei aqui é toda a Escritura (2Tm 3.16,17).

                        b) “E na sua Lei Medita de Dia e de Noite” – Se o prazer do justo está                          na Lei do Senhor, então ele terá comunhão com esta Palavra a cada                           instante de sua vida – “dia e noite” (Js 1.8).

 

II. Os Dois Cainhos São Contrastados (3,4)

 

            1. O Caminho do Justo é Comparado a uma Árvore:

                        a) “Plantada Junto a Corrente de Águas” – Não é uma árvore                                      qualquer. É uma árvore cheia de vida porque está plantada no lugar certo,  junto à fonte de água. Ela está recebendo os nutrientes da terra e da água.

                        b) “No Devido Tempo dá o seu fruto” – É uma árvore cheia de vida                              porque produz o seu belo fruto no tempo certo. Talvez seus frutos                                    demorem a vir, mas certamente virão para sua alegria.

                        c) “Cuja Folhagem Não Murcha” – É uma árvore cheia de vida porque                                    está sempre verde. O verde de uma planta indica seu estado de vida. É uma árvore que, apesar de não dar o seu fruto em todo o tempo, sempre está verde, porque sempre há vida abundante nela.

                        d) “E tudo Quanto Ele [justo] Faz Será Bem Sucedido” – O resultado                         é surpreendente – “é bem sucedido”. O justo não é bem sucedido por                                 seus méritos pessoais, mas porque está plantado no lugar certo – “a fonte de água”.

            2. O Caminho do Ímpio é Comparado a Uma Palha:

                        a) “Os Ímpios Não São Assim [como a árvore]” – Há um contraste                               brutal e violento entre a árvore e a palha.

                        b) “São, Porém, como a Palha” – A palha é a expressão do caráter do                            ímpio. Ele não raiz, não tem firmeza, não tem vida, é seco e não produz                                 fruto algum.

                        c) “Que o Vento Dispersa” – O resultado é evidente, o ímpios vão para                          onde o vento os leva.

 

III. Os Dois Caminhos Têm seus Fins Apontados (5,6)

 

            1. “Por isso os Perversos”

                        a) “Não Prevalecerão no Juízo” – No dia do julgamento final os ímpios                        serão completamente condenados por suas ações.

                        b) “Nem os Pecadores na Congregação dos Justos” – Logo, os ímpios                         jamais terão lugar na grande Congregação dos justos.

            2. “Pois o Senhor” – Ele é o Supremo Juiz

                        a) “Conhece o Caminho dos Justos” – Os justos serão exaltados e                                 glorificados no grande Dia, não por seus próprios méritos, tendo em vista que “o Senhor conhece o seu caminho”. É pela misericórdia de Deus que os justos receberão lugar na grande Congregação.

                        b) “Mas o Caminho dos Ímpios Perecerá” – A recompensa dos ímpios                         é dura e sem misericórdia – eles perecerão, ou seja, serão condenados                            eternamente.

 

Considerações Finais e Aplicação

 

  • Os dois caminhos são claramente apresentados, contratados e seus fins apontados. Cada pessoa, individualmente, terá de refletir e decidir sobre qual deles vai seguir em sua vida. Não é possível caminhar pelos dois ao mesmo tempo, ou andar sobre o muro que os divide. Na vida espiritual não há neutralidade ou indecisão. Uma decisão é requerida, pois ao fim do caminho não há volta. 
  • O primeiro caminho é aquele que começa pelos conselhos, passa pela imitação e chega a comunhão. Este é o caminho que aparentemente é bom, mas leva à morte, como diz Pv 14.2: Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.”
  • O Segundo Caminho é aquele cujo prazer está na Palavra do Senhor. Aquela pessoa cuja vida foi salva por Cristo tem o seu prazer em ler, estudar e praticar a Lei de Deus (SL 119.97 – “Quanto amo a Tua Lei! É a minha meditação todo o dia”).
  • O verdadeiro cristão é como uma árvore. Ele está enraizado na Palavra de Cristo, recebendo de Cristo todos os nutrientes espirituais para sua vida cristã. Em Cristo nós temos plena suficiência e não precisamos de outros “adubos malignos” (Jo 7.38).
  • A vida do crente que está realmente ligada a Cristo é sempre uma vida feliz, cheia de vida e verdor, mesmo quando os ventos fortes das tribulações sopram e o sol das provações é escaldante cheguem. Mesmo que não colhamos sempre os “frutos”, podemos ter plena satisfação e alegria naquele que é a fonte e manancial de todas as bênçãos – Jesus Cristo (Cl 2.3).
  • Se olharmos para a prosperidade dos ímpios não devemos sentir inveja e nem tristeza, pois tudo isso é como palha que um dia será queimada e dispersa, como disse Jesus: A sua pá, ele a tem na mão e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível.” (Mt 3.12). A certeza do cristão é saber que o Senhor Jesus sabe quem é o trigo e que é a palha.
  • Você quer ser feliz? O único caminho da verdadeira felicidade é Jesus Cristo. Ame-o, siga-o e faça a sua vontade.

 

 

Rev. André Silvério

VDM/SDG


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Escrito por: Andr?© Silv?©rio
revandresilverio@yahoo.com.br
18/10/2012

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